E Mais uma vez, Solteira…

25 07 2007

Talvez seja o destino. O fato é que eu desencanei do Lyon. Talvez seja melhor ter acabado no começo, assim não deixa marcas muito profundas.

No trabalho, pouco acontecendo agora, e o fantasma da falta de clientes volta a rondar o escritório. Fizemos um site para o escritório, e uma área nossa dentro do Second Life, temos projetos andando devagar, mas nada realmente stressante. A falta de que fazer durante o dia é realmente preocupante.

Às vezes eu queria um trabalho mais “comum”, do tipo que eu vivo fugindo: acordar cedo, assinar um monte de papéis, liberar um monte de coisas que você não faz a mínima idéia de um motivo plausível para ter que fazê-lo, apenas cumprir suas tarefas, bater o cartão, voltar pra casa. Sinto falta dos 4mil por mês, acho que isso é o que me faz pensar em voltar a um trabalho comum. Mas então, algo acontece e eu me vejo de novo feliz com meu emprego sub-convencional, e não me importo mais em ganhar pouco. Eu queria mesmo é fazer o que eu faço para ganhar os 4mil por mês que um dia já tive nas mãos, isso sim seria bom.

Assisti Transformers ontem e para mim que sou fã desde pequena, foi muito mais que um ótimo filme! Recomendo. E para quem tem Second Life, visite o Sector 7!!! É muito inacreditável o que os caras fizeram por lá!





Porque NERD só namora NERD. Ou não namora…?

20 07 2007

<Lyon> O que achou dos testes até agora?
<Ellie> Estão indo bem, não? Quero dizer… Até aconteceram bugs, mas até onde sei, eles foram solucionados, certo?
<Lyon> Mais ou Menos… o Alpha prosseguiu bem, os testes de querrying foram impecáveis, os de sincronia também… mas no beta, tivemos uns problemas de interface, acho…
<Ellie> Interface? mas isso é fácil… basta prolongar um pouco e fazer alguns ajustes…
<Lyon> A Integração também podia ser melhor…
<Ellie< Talvez, mas houveram contra-tempos, não?

<Gabis> O.o Vocês quase não se vêem e tão falando de trabalho?!?

*Casal se olha… Olha pro Gabis…*

<Ellie> Gabis… Péssima hora pra isso…
<Lyon> Será que não se  pode nem discutir a relação em paz?!?

*Gabis sai de fininho*

<Lyon> Você falava dos contra-tempos… Aquela queda de servidor…
<Ellie> Foi uma pane geral no hardware… Eu bem que tentei avisar, sabia?
<Lyon> Você sabe como me encontrar, estive online o tempo todo…
<Ellie> A pane me impediu de ficar online, achei que você ficaria procupado, ou pelo menos imaginaria que poderia ter acontecido algum problema…

*** período de silencio pesado, quase sufocante ***

<Lyon> Então…
<Ellie> Então…

*** um pouco mais de silêncio … aqui eu já imaginava o que viria pela frente ***

<Lyon> Sabe, estive pensando muito durante essa pane… Cheguei à conclusão de que meu software nunca realmente precisou dessa versão multiuser…
<Ellie> Então, desculpe por ter insistido, desculpe por tudo…
<Lyon> Não peça desculpas… Afinal, Eu também quis tentar levar o projeto adiante… e foi maravilhoso, uma experiência e tanto…
<Ellie> Por favor, pare. Não diga que foi bom. Me deixa sozinha.

———- corte aqui 8<————

Tá, não entendeu nada ?

Basicamente, tomei um pé na bunda. Lyon decidiu e me comunicou que ele prefere continuar sendo um cara solteiro e solitário. Mesmo que ele tenha gostado de ter uma namorada. Eu acho que  ele pensa assim por enquanto… É fácil ser um solteiro que mora com os pais, afinal não é tão solitário assim, e tem gente se preocupando e tomando conta de você, e esperando em casa todas as noites quando volta do trabalho. Só que os pais dele não vão durar pra sempre… Considerando que ele é o mais novo de 5 irmãos, que já são todos casados, a maioria com filhos, e que ele tem 28 anos, “pra sempre” pra ele é bem curtinho. Mas não é problema meu. Não é mais.

Tive que ouvir aquela coisa doída… “Foi maravilhoso, mesmo, adoro você, adorei ter te conhecido, mas não quero mais…” Fico pensando nisso e não entendo… Qual a dificuldade de continuar algo que é bom? Tive que chorar até dormir, pensando em como estava sendo bom, em quantas vezes ouvi ele dizer que não queria que o dia acabasse enquanto estávamos juntos, lembando do jeito que ele me abraçava e beijava… e no quanto o fim abrubto desse jeito não faz o menor sentido.





Relendo A Mim Mesma…

18 07 2007


Acabei relendo quase todo o blog hoje…

Percebi uma coisa… Durante a época em que fiz a maioria dos posts sobre Röks, no ano passado, eu estava lendo um livro, A Dor, de Marguerite Duras. Acabei seguindo (ou imitando) o estilo dela.

Fui quase obrigada a ler o livro pela Rita… Ela queria que eu visse as coisas por um outro ponto de vista… Talvez ela acreditara que eu me identificaria com marguerite, o fato é que eu me senti por demais derrotada ao ler isso. Margurite teve anorexia também, mas numa época em que anorexia nem era considerada uma doença ainda. Marguerite nem se deu conta disso. Mas ela tinha motivos, alguns nobres, como sofrer o sofrimento do amado nos campos de concentração nazistas, alguns nem tão nobres como a verdadeira escassez de comida durante a 2a Guerra Mundial.

Acho que no fundo me identifiquei com Marguerite, sim. E desejei… desejei que eu tivesse um motivo nobre. Só consigo beirar a futilidade que eu tanto desprezo, por notar que tudo me motiva a continuar e continuar sempre com a dieta maluca é olhar no espelho e ver um monstro grande e gordo.