Ah, O Trem… Esse Universo…

20 09 2007

Que dois corpos não oucpam o mesmo lugar no espaço, todos sabem. A lição se põe em prática constantemente pra quem pega o trem por volta das 7:30am. São corpos que se empurram, se esmagam, se sufocam diariamente, e apesar de já ser uma lição da física conhecida há muito tempo já, põe-se a lei em teste em experimentos todas as manhãs, e todas as noites.

Em meio a esse mar de corpos esmagados e suados, a preocuapção é de tirar sua bunda da proximidade de mãos que insistem em apertar-lhe sem querer. Você se vira e revira sobre seu próprio eixo, tentando mexer-se em menos de 0.5m2, e sente uma coisa esfregar-se em você insistentemente. Você fecha os olhos e deseja “tomara que isso seja um celular ou cabo de guarda-chuva” e não tem a mínima coragem de olhar pra trás, nem de imaginar qual sujeitinho está dando baforadas em seu cangote.

E o tempo arrasta-se e a estação nunca chega, o suor de todos lavam as janelas sujas do trem. Eu fecho os olhos e lembro do Vinícius, das mãos dele no meu corpo, seus lábios nos meus lábios e a paz que me invade parece amenizar o suplício.