Momentos de Reflexão

16 12 2008

Parece ser hora de parar para pensar. De encontrar respostas pras perguntas que eu tenho medo de fazer. É fácil escrever que está tudo bem e depois olhar o post e perceber que é só uma casca vazia, uma desculpa. Não quero mais fingir que está tudo bem. Tive uns dias conturbados, senti meu coração partir-se em dois, depois em quatro, depois… Eu acho que nós sabemos nossas potências de 2. Chorei noites e noites, fiz tudo que podia e passou.

Difícil mesmo dizer se está tudo bem, se aceitei mais do que eu devia ou podia, se eu poderia fazer mais do que fiz, se faltou-me alguma atitude, se faltaram-me lágrimas, se faltaram-me sorrisos, mas tudo parece de volta ao normal. Mas o que é normal afinal? Meu normal? Nosso normal?

Deixei meu coração partir-se e partir-se, até que eu soubesse tudo, ou de tudo que posso saber. Tentei analiticamente por tudo em ordem, tentei me por no lugar dele, e percebi que nenhum de nós dois estava certo. Nem agindo certo, nem certo de como agir. Resolvi que se eu pudesse emendar os pedacinhos do meu coração, e pensar menos em mim, talvez eu pudesse ser (de novo) um motivo de alegria pra ele. Ainda não sei se isso é agir certo, mas senti uma mudança…

Olho a chuva em minha janela agora, e tudo parece normal. Acordei me sentindo bem, feliz até. Conformada talvez. Meus sorriso parece verdadeiro no espelho, apesar de uma certa inquietação. Talvez essa inquietação seja necessária, talvez nunca vá passar. Talvez se eu soubesse exatamente o que vai acontecer eu desistiria.

Acho que começo a entender que os planos não podem me dar a segurança que eu desejo. Que talvez não saber o que acontece depois seja a receita para viver cada momento como se fosse o único, o último. Que talvez seja necessário tropeçar para poder continuar em frente.

Me lembro agora de que eu sou como água. Um pequeno lago de água doce e morna, que pode envolver e aliviar as dores dos feridos. Que pode limpar o corpo e curar a alma, e esconder as lágrimas de quem mergulhar no doce leito. Enquanto embaixo d’água existe um outro mundo, mais bonito e sem barulhos, em sua superfície o vento sempre fará ondas. Bastará erguer a cabeça um pouco e esticar as pernas para retornar ao mundo com seus problemas, e perigos, mas se sentindo renovado. E o lago estará lá todos os dias, para curar e confortar.





Tentando Retomar…

6 10 2008

… a vida.
Depois do Bruno, eu retirei o time de campo e comecei a pensar no que fazer da vida. Voltei pro RF. Dei em cima de vários mininos, saí com alguns e ficava com aquele sentimento de que algo me faltava. Resolvi fazer cursinho pra entrar em Engenahria Naval. Resolvi estudar mais, me dedicar a mim e sair de casa. Acho que o cursinho era mais uma desculpa pra ter algo mais na vida, uma preocupação, um dever a fazer. Comecei a dar aulas numa escola de computação perto de casa. Passei na frente, havia anúncio para contratação de instrutores, deixei um currículum, me chamaram no mesmo dia. Larguei do cursinho, me enchi de aulas e logo estava sem tempo pra cuidar melhor dos meus cliente de web. Acho que meus tempos de doenças mentais já passou, ficaram as cicatrizes e as lembranças dos meus anos sombrios.

… o amor.
Procurei em todos os cantos por carinah gatinhos e aceitavelmente cafajestes com quem eu pudesse sair de vez em quando e talvez me sentir sexy e desejada. Não, a intenção não era me apaixonar, mas sim apenas arrumar um parceiro de sexo seguro. Alguém que eu pudesse confiar apenas o suficient pra umas transas sem maiores compromissos. Até achei. Mas ficava o vazio. Eu queria me sentir mais que isso. Conheci no RF um cara maravilhoso, mas que tinha mulher e filha, além de morar em Florianópolis, nucna lhe dei muita atenção. Aconteceu que nos mudamos juntos pro World of Warcraft, e o pessoal que tentamos levar pra lá não continuou, e logo éramos só nós dois jogando juntos todos os dias. Um dia eu não loguei e ele ficou desesperado. Um dia ele não logou e eu fiquei desesperada. Percebemos o inevitável. O amor havia acontecido. Logo depois ele me contava que terminara o namoro conturbado que tinha com a mãe da filha dele e começamos a nos planejar para morarmos juntos.

… o bonde andando.
Agora eu só preciso me mudar pra Floripa. Arrumar por lá um emprego, e o resto o amor dá conta.

… o blog.
Percebi que na minha ausência o post do Piercing bombou… Vou escrever um pouco mais sobre o tema ^^.





Mil Anos, Mil Brigas, Mil choros e Voltei.

31 07 2008

Aquelas férias no Rio até que deram bons resultados. Tirei o Vinícius da cabeça, dei uma atenção especial pro Bruno, etc.

O Bruno até veio em casa depois, ficou uma semana toda por aqui, incrivelmente minha mãe adorou ele… E depois deu tudo errado. O Bruno tem um lado desonesto que eu descobri quando ele veio pra cá, e com o qual não consegui conviver. Ganhar dinheiro com fraude de cartão de crédito não faz parte da minha lista de “coisas com as quais eu gosto de conviver”. Mas pula essa parte, deixa pra lá, afinal Bruno também é passado.

O Vinícius? Tive o desprazer (ou o prazer?) de brigar com ele mais algumas vezes, até que um dia eu resolvi pedir desculpas, por que apesar de tudo eu ainda estremeço nas bases quando penso nele… Então, mandei um sms meio tímido, e ele ligou pra mim na hora. Falou comigo chorando que eu havia maltratado ele (?) demais e que ele não merecia isso. pediu chorando pra que eu nunca mais ligasse… E nunca mias liguei. Incrível como eu sinto saudade dos meses em que ficamos, antes de tudo ficar zuado. Acredito que eu fui um passatempo dele, um “abrigo pra chuva passar”. Acredito que ele voltou pra namorada dele e que eu era o descanso que ele precisava pra sentir falta dela. Ou Não.

Eu queria encontrar alguém de novo que me fizesse sentir daquele jeito outra vez, mas que seja verdadeiro, que não minta pra mim, que não me faça acreditar que amor existe apenas pra tirar isso de mim depois… Essa hora vai chegar…

No mais, tentando tocar a vida pra frente, tentando ganhar dinheiro como todo mundo, numa baixa de clientes de fazer pena, e investindo numa carreira nova: Engenharia Naval.

Resolvi assumir de vez minha paixão por barcos e dar asas pra um projeto antigo, de estudar Engenharia Naval. To me sentindo full-aborrescente, com direito a cursinho e tudo mais, afinal eu nunca entendi Biologia, não ia ser depois de 10 anos sem ler sobre o assunto que eu cosneguiria passar na FUVEST… Vai ser minha segunda faculdade, e minha segunda engenharia.

E a roda continua girando e me levando pra novas aventuras.

Outros mininus? Tem o Maure, mas eu resolvi dar um tempo pra mim. O Maure joga RF e WoW comigo e é do tipo “Vinícius” de ser. Fala muito, promete muito. Chega a ser assustador o quanto o Maure parece com o Vinícius (até fisicamente) e por isso, me mantive defensiva, desdenhando quando posso dos sentimentos que o Maure diz que tem. Se bem que eu corro pro colo dele nas horas piores, e até já fui chorar pra ele as maldades que o Vinícius me fez.