Mil Anos, Mil Brigas, Mil choros e Voltei.

31 07 2008

Aquelas férias no Rio até que deram bons resultados. Tirei o Vinícius da cabeça, dei uma atenção especial pro Bruno, etc.

O Bruno até veio em casa depois, ficou uma semana toda por aqui, incrivelmente minha mãe adorou ele… E depois deu tudo errado. O Bruno tem um lado desonesto que eu descobri quando ele veio pra cá, e com o qual não consegui conviver. Ganhar dinheiro com fraude de cartão de crédito não faz parte da minha lista de “coisas com as quais eu gosto de conviver”. Mas pula essa parte, deixa pra lá, afinal Bruno também é passado.

O Vinícius? Tive o desprazer (ou o prazer?) de brigar com ele mais algumas vezes, até que um dia eu resolvi pedir desculpas, por que apesar de tudo eu ainda estremeço nas bases quando penso nele… Então, mandei um sms meio tímido, e ele ligou pra mim na hora. Falou comigo chorando que eu havia maltratado ele (?) demais e que ele não merecia isso. pediu chorando pra que eu nunca mais ligasse… E nunca mias liguei. Incrível como eu sinto saudade dos meses em que ficamos, antes de tudo ficar zuado. Acredito que eu fui um passatempo dele, um “abrigo pra chuva passar”. Acredito que ele voltou pra namorada dele e que eu era o descanso que ele precisava pra sentir falta dela. Ou Não.

Eu queria encontrar alguém de novo que me fizesse sentir daquele jeito outra vez, mas que seja verdadeiro, que não minta pra mim, que não me faça acreditar que amor existe apenas pra tirar isso de mim depois… Essa hora vai chegar…

No mais, tentando tocar a vida pra frente, tentando ganhar dinheiro como todo mundo, numa baixa de clientes de fazer pena, e investindo numa carreira nova: Engenharia Naval.

Resolvi assumir de vez minha paixão por barcos e dar asas pra um projeto antigo, de estudar Engenharia Naval. To me sentindo full-aborrescente, com direito a cursinho e tudo mais, afinal eu nunca entendi Biologia, não ia ser depois de 10 anos sem ler sobre o assunto que eu cosneguiria passar na FUVEST… Vai ser minha segunda faculdade, e minha segunda engenharia.

E a roda continua girando e me levando pra novas aventuras.

Outros mininus? Tem o Maure, mas eu resolvi dar um tempo pra mim. O Maure joga RF e WoW comigo e é do tipo “Vinícius” de ser. Fala muito, promete muito. Chega a ser assustador o quanto o Maure parece com o Vinícius (até fisicamente) e por isso, me mantive defensiva, desdenhando quando posso dos sentimentos que o Maure diz que tem. Se bem que eu corro pro colo dele nas horas piores, e até já fui chorar pra ele as maldades que o Vinícius me fez.





omg… E o Rio de Janeiro?

10 02 2008

Muitas coisas aconteceram nesse “tempo de mim” no Rio de Janeiro.

Vamos pelo começo: Rio? Não… Eu fiquei na Barra da Tijuca, e faço sempee questão de não sair da Barra pra nada!! Sério!! o Rio de Ja…. er… A Barra da Tijuca continua maravilhosa. Fiquei na casa da Sandy, de novo, minha amigona, que eu não via desde Novembro. Fiz questão de não esconder de ninguém que eu vinha, e dei ainda um “jeitinho” do Vinícius ficar sabendo que eu vinha, sem contar e nem procurá-lo. Eu decidi nao procurar o Vinícius mais, mas quis deixar “rabo” pra investigar uma coisa. Ele tinha dado um jeito de ir pro Rio junto comigo em Novembro, então eu quis ver se alguma coisa mudou de Novembro pra cá. Só pra constar, a última vez que conversamos foi ele quem me ligou, no dia 14 de Janeiro. Só deixei a data por que é um dado importante. Conheci o Bruno, que foi pro Rio também especialmente pra me ver, e ele acabou convidado pela Sandy a ficar na casa dela também, então passamos um tempo brincando de casalzinho…

Estava eu com o Bruno na casa da Sandy, vivendo aquele momento “nossa como foi bom ter te conhecido” quando toca meu celular… Era SMS do Vinícius. Credo meu, fala sério! Sentiu o cheiro do Bruno? Sonhou que eu tava feliz com outro e resolveu ir atrás?
“Nani… tudo bom? Estou sabendo que você está no Rio… Tem umas coisas que não to entendendo… Queria conversar”

Li a mensagem. Gelei. Dá pra entender o que o Vinícius consegue fazer comigo? Lá estava eu, feliz de ter conhecido o Bruno, dando muito beijo na boca e de repente um sms… e eu gelo. Lembrei na hora que eu não tinha me preocupado nem um pouco em esconder minha viagem dele, e que eu tinha deixado amigos em comum sabendo que eu não estaria sozinha. Tentava raciocinar o que estava acontecendo, o que ele queria, quando a roda girou e uma sequência de coisas começou a acontecer, quase tudo ao mesmo tempo, de modo que eu me senti dentro de um trem desgovernado.

Sabe quando você fica olhando o celular tentando entender oque era aquilo? Estava olahndo pro meu celular na minha mão, relendo a sms pela 20a vez, quando ele tocou. Era o Vinícius. O Bruno estava sentado do meu lado. Não atendi. O Vinícius apareceu online no meu MSN. O Rafa chamou a Sandy pra conversar com voz no MSN. Recebi uma mensagem do Vinícius. Eu podia ouvir a Sandy conversando com o Rafa no outro quarto enquanto lia as mensagens do Vinícius.
oi…vc tah ai?” – Como? Você vai vir pra cá com o Vinícius?
to vendo q vc naum quer façar comigo…entendo vc…” – Você tá louco Rafa? A Nani tá aqui!
mas to sabendo de algumas coisas na qual naum estou entendendo…” – Ele não é meu amigo! E não quero ele aqui!
e queri a q vc me ligasse apenas pra eu entender..” – Não Rafa… Olha… Ele só pode vir se a Nani permitir, ok?”
mesmo pq naum te fiz nada…e vc sabe disso…” – Por que a Nani é minha amiga, e minha convidada. O Vinícius não.
bom…espero um retorno seu…” – Tá. Então ele Não vem. E vc? Ah vc também não. Ok.

Eu agi sem pensar. Escrevi correndo uma resposta ríspida pro Vinícius dizendo que me procurasse no dia 10, quando estiver em casa.  Saí correndo pro quarto da Sandy deixando o msn aberto e visível pro Bruno. Cheguei no quarto da Sandy já chorando de raiva. Minhas mãos tremiam e eu só pensava em uma coisa: “O que o Vinícius quer no Rio?” A Sandy tentava falar comigo e me fazer lembrar da má pessoa que o Vinícius é, me fazia lembrar das vezes em que ele me prometeu muitas coisas e não cumpriu e de tudo que eu sofri por causa dele e eu ficava com mais raiva do Rafa por querer vir pro Rio com ele. Eu andava de um lado pro outro e raciocinava muito rápido sobre tudo:
- Meu plano dera certo: estava confirmado que o Vinícius definitivamente não deisitiu de mim. Afinal, bastou ele ouvir  que eu  estava no Rio pra querer vir também.
- Ou então ele viu que teria que me convencer a convidá-lo pra ir pro Rio, e sabia que eu cederia a ele.
- Talvez ele quisesse mesmo me ver
- Mas talvez ele só quisesse garantia de um Carnaval divertido no Rio, com estadia grátis.

A merda é que com o Vinícius ninguém nunca sabe. Ele finge, ele disfarça, ele se dá ao trabalho de insistir nas mentiras dele. E minha mente trabalhava, trabalhava e não chegava à conclusão nenhuma: “o que o Vinícius quer no Rio?”. Eu andava de um lado para o outro, chorando, com as mão tremendo… e então olhei para o Bruno, e paralisei no lugar. Ele tinha lágrimas nos olhos. Ele parecia triste e desolado. Ele não sabia quem era Vinícius, sabia que eu estava chorando e andando de um lado para o outro simplesmente por ter ouvido o nome de outro cara e recebido uma sms e uma ligação que eu não atendi. abracei o Bruno e parei de chorar na hora e contei pra ele como o Vinícius tinha virado um encosto na minha vida, como ele não parava de me procurar e dizia pros nossos amigos que eu o perseguia.

Agora estou aqui: com o cheiro do Bruno ainda nos meus braços, fazendo força pra não chorar de saudade dele, pensando que eu vou chegar em casa e ligar pro Vinícius, mesmo sabendo que não devia. Mesmo sabendo que ele não vai atender, e depois vai dizer pra todo mundo que eu persigo ele, e daqui a 15 dias talvez ele me ligue fingindo que nada aconteceu e promentendo ir me ver pra conversar.

Agora me diz pelo amor de deus o que eu faço? Eu gosto dele ainda? É isso? Converso com ele? Ele não vai fazer como das outras vezes? Pedir desculpas chorando e me fazer prometer que eu nunca vou abandoná-lo?

Vou passar a noite chorando e tentar não estragaar tudo com o Bruno. Se o Vinícius me pedisse agora pra voltar… Eu voltaria? Abandonaria o Bruno? Valeria a pena?





Seria Insônia?

26 11 2007

… Ou Apenas Um Desarranjo do Horário de Dormir?

Não sei se uma coisa ou outra, mas estou sentindo de novo aquela inundação de pensamentos que não me deixa dormir…

 Eu fico pensando no Vinícius, em como eu quis afastá-lo da minha vida, e tentar fingir que nada sentia por ele, em como tão rapidamente desisti disso, por que eu continuava querendo falar com ele, lutava comigo para não falar, e sofria, mais por forçar-me a ficar longe dele do que por estar longe de fato…

Então, tive uma conversa breve com ele, por msn, onde eu disse as coisas mais difíceis de dizer: que eu tentei me afastar pra esquecê-lo, e que não adiantou. Que eu preferia tê-lo como amigo a ter que não vê-lo mais, e que se ele realmente quer ser nada mais do que meu melhor amigo, quase meu irmão, que então não me confundisse mais com demonstrações involuntárias de amor.

Se eu penso no que ele diz que sente e no jeito que ela age comigo, minha cabeça dá um nó. Talvez seja mesmo só carinho de irmão, um carinho muito grande mais ainda assim, de irmão, talvez seja ele se esforçando para conter-se e não demosntrar nenhum carinho. Quando pedi pra ele agir como meu amigo da primeira vez, foi mágico: parecia que quanto mais ele se esforçava pra não demosntrar nada, mais ele se traía…

O pessoal costuma vir me contar que quando eu não estou por perto, ele senta-se com eles e desabafa, e fala de mim, diz que sente minha falta e fala e fala e mais de uma vez vieram me dizer que ele está apaixonado… É assim que eu concluo que não sou eu que quero ver que ele me ama e acabo vendo sinais que não significam nada… Quando outras pessoas te falam que percebem coisas também, a coisa se intensifica, e ele continua dizendo que o que sente por mim é um carinho de amigo, de irmão…

Eu disse a ele no msn que queria dizer tantas coisas pra ele, que nem sabia por onde começar… E ele sugeriu que eu enviasse um e-mail… Fico pensando se eu deveria escrever… Acho que eu conseguiria por as coisas em ordem pra ele com mais clareza por e-mail do que pessoalmente, mas eu queria estar lá do lado dele quando eu dissesse tudo isso, talvez deixando que ele segure minhas mãos trêmulas nas dele pra ter coragem de continuar.

Tem um turbilhão de pensamentos ao contrário que me impedem de dormir, de escrever pra ele, de ligar e tentar encontrar com ele pra conversar… Eu queria muito abrir meu coração pra ele por completo, mas em troca disso eu queria que ele abrisse o dele pra mim, se eu sou mesmo especial pra ele, como uma melhor amiga, ou até uma irmã, mas ainda assim especial, ele deveria confiar em mim e me dizer tudo também… Mas se é difícil pra mim, também deve ser difícil pra ele, e não consigo me forçar a exigir isso dele… Eu queria que o desfecho dessa conversa que teríamos fosse ele me confessando que me ama, e que não tinha coragem de dizer, ou algo assim, é meu desejo secreto e profundo: o final feliz dessa conversa. Mas e se o final não for esse? Eu ficaria chateada? Mudaria alguma coisa entre nós? Afinal, já estamos nessa de ser apenas amigos, será que ele decidiria não me ver mais? É disso que eu tenho medo?

Acho que eu tenho medo. Acho que o medo é o que me impede de fato de escrever pra ele. Medo de que? Todas as vezes que eu penso nisso, me vem à mente a mesma coisa: Peter Pan dizendo a Wendy que não queria beijá-la, e Sininho, morta de ciúmes por que via claramente que Peter amava Wendy. Quem sou eu ? Sou Wendy? Tentando convencer Peter Pan a me beijar? Dizendo a ele o óbvio: que ele me ama? Sou Sininho? A amiga apaixonda que no fundo sempre soube que Peter nunca se apaixonaria por ela? Sou Peter Pan e me recuso a abandonar a relação que tenho hoje com ele de amizade, a Sininho, em troca de finalmente fazer disso um namoro, ou seja, beijar a Wendy?

Talvez agora essas 3 partes de mim estejam lutando contra o Capitão Gancho, o medo. Wendy com medo de que Peter Pan na verdade não esteja apaixonado por ela, como ela por ele. Sininho com medo de que Peter Pan beije a Wendy e ela o perca para sempre. Peter Pan com medo de que o beijo o faça crescer, com medo de abandonar a amiga Sininho, como medo de que o amor talvez seja uma coisa ruim, que crescer  talvez seja uma coisa ruim, afinal como saber, ele nunca sentiu antes.

Talvez por ser o que tenha o maior medo, Peter Pan tem a maior coragem, e desafia Gancho, e luta contra ele com sua adaga de madeira, e luta bravamente. Sininho, percebe que o medo dela não é maior do que o de Peter, e talvez por isso, tenha percebido que lutando ou não, ela perderia o Peter do mesmo jeito, e luta, e quase morre, mas o próprio Peter a salva, por que ele acredita em fadas. Wendy, que foi capturada pelo Capitão Gancho, não é menos corajosa por ter ficado prisioneira. Ela não se rende, e apenas espera, com dor no seu coração, que Peter a salve, e se a ama, vai salvá-la.

E essa batalha acontece agora, nesse instante aqui dentro de mim. Talvez, como Wendy, eu deva ser corajosa e apenas esperar, mesmo que isso me machuque, até que Peter Pan decida se me ama, e me salve, mas com a certeza de que embora a nossa amizade se abale nesse percurso, a Sininho não morre, por que o Peter Pan acredita em fadas. E assim, quando Peter Pan me beijar, juntos, decidiremos crescer, e o próximo passo se tornará apenas mais uma aventura.